Baú da vida

Cansada de olhar alem da vida
Percebi que caminho algum se abriria
Se eu não pusesse os pés na estrada
Deixando ali, dores e lágrimas que até então
Haviam alimentado cicatrizes e feridas.

Quanto tempo eu me via como ninguem?
Que a aquela dor doía como no primeiro dia?
Com a pobre alma alheia a tudo ao redor?
Desapercebida e em total estado de letargia?
Para que isso, por que e por quem ???

Era doloroso,  sacrificante e desumano!
Ter de viver um mundo externo normal
Quando internamente me dilaceravam
Lembranças e feridas abertas sangrando
Por mim a cada segundo alimentadas!

Parei, me olhei e não gostei do que vi.
Peguei todas as dores que tive de engolir
E no  Baú da vida as depositei e tranquei.
Escolhi o primeiro caminho a me sorrir
Lamentei, perdoei e por fim me encontrei.

Fanete Costa

 

                                      

É proibida a reprodução total ou parcial do material contido
neste site sem a expressa autorização do autor.
Copyright©2012, Fanete Costa

Designer Fanete Costa                                                    Webmaster corcel negro.®