A lagrima da verdade


Há alguns segundos, cinco horas, oito anos ?
Nunca foi importante pensar nisso
Talvez por todas as vidas que vivi
Apenas amei quando no meu coração bateu
A nós nunca importou um momento certo
Apenas vivíamos e nos amávamos

Mostravas receios de muito
Se aproximar...
Com delicadeza e cuidado
Dono de muitas certezas
Foi ficando e me deixando ficar
Troquei as incertezas pela única certeza que tinha
De ao seu lado querer estar

Nada foi fácil
Por não existir tudo ou nada
Fui acompanhando sem medo
Sem parar e sem pensar
Da minha persistência, paciência e carinho
Você veio a necessitar
Era chegada à hora
De com amor e desvelo ‘te’ cuidar.

Eu ouvi, aconselhei, motivei
Das dores, angustias e feridas
De todas, uma a uma
Com delicadeza e amor as tratei
Lentamente ganhei sua confiança
Percebi feliz
Que reconquistara a esperança

Ah...no dia que dissestes me amar
Encontro de céu e mar!
Os receios de que essa cumplicidade
Poderia ser perdida
Facilmente por você foram vencidos
Não pensávamos em amanhã ou futuro
Levitávamos livres pela vida.

O destino ou nós mesmos
Não soubemos essa preciosidade conduzir
Hoje parando para pensar
Veio-me a lembrança do que fomos
E saídas do próprio coração
Lagrimas puseram-se a reclamar
E pelo meu rosto começaram a rolar.

Não foi um choro meu
Mas desse coração teimoso
Gritando que nele ainda vives
Quando minha boca pronuncia
Que ?
Não lembro se algum dia
Amor por esse moço eu tive!
 

Fanete Costa


 

                                                                                                
 

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