A rosa sem espinhos


Quando chegastes
Lembro que foi em uma primavera
Eu, Uma rosa ainda em botão
De mim cuidastes com cuidado
Nos gestos, percebia-se a delicadeza.
A voz, pura sutileza!
Nem percebi...
Foi tirando de mim todos os espinhos.
Me deixei cuidar docemente
Agora, desprovida dos espinhos.
Engraçado, o espinho ser a proteção da rosa,
Eu de nada disso sabia!
Fiquei sedosa, perfumada e... sem proteção.
Julgando inocentemente que você
 Deixara os espinhos caírem por terra,
Deitei minha cabeça crédula em seu peito
Os olhos fechados e... no rosto,
Ah...Aquela expressão de amor.
Esqueci completamente a palavra ‘medo’
Você me protegia.
Para que pensar...para que usar a razão?
Assim... crédula... eu nada percebi
Quando você para meu rosto olhou,
Nem que continha algo em suas mãos.
Foi quando senti aquela dor dilacerante!
Todos aqueles antigos espinhos,
Sem dó, sem piedade...
Cruelmente você os cravava
Bem no centro do meu coração.
E me deixou ali...caída... no chão...
Sozinha, sangrando...
Em plena escuridão.

E a rosa aprendeu uma lição.
O sentido da palavra traição.
Sentiu medo...
Soluçou como a muito não fazia
E chorou

Fanete Costa


 

                                                                 

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