Amor, soberano senhor





 
 

Ah, o amor!

Soberano e indecifrável sentimento

Sonho que nossa alma alimenta e acalanta


 


Ah, o amor!

Quando pressentindo, que frisson que nos dá

Até podemos lutar, mas sempre somos vencidos

 


Ah, o amor!

Quando retribuído, que troca mais gostosa

É como um levitar continuo entre perfume de rosas


 


Ah, o amor!

Que dor lancinante quando nos sentimos perdidos

Ao sermos facilmente vencidos e depois, por ele esquecido


 


Ah, o amor!

Quantas leis ele tem, vai chegando e logo sentenciando

Vai invadindo e por própria conta a tudo define e decide


 


Ah, o amor!

Quem já viveu esse sentimento não tem mais jeito

Torna-se um mal ou bem necessário, crônico

Vindo com alegrias ou sofrimentos


 


Ah, o amor!

Sendo algo tão sublime

Por que permite que dele se aproxime os traidores

Provocando tristezas, dores e ressentimentos?


 


Ah, o amor!

Levante o martelo para punir, mas não quem amou

Aplique suas leis sim, mas em quem enganou!


 


Ah... Esse Senhor soberano

Por vezes se torna tão tirano!


 


Mesmo sem estetoscópio pra que saibamos quantas batidas

No coração desperdiçamos


 


Mesmo que não saibamos onde você acabará nos levando

Se nos trará brisa ou tempestade


 


Não podemos do peito extirpá-lo e ainda por você choramos

E vamos morrendo aos pouquinhos de saudades!


 


Ah, quanta felicidade pode trazer um amor!

Mas se metade se vai, como deixa desilusão e temor!
 

 
 

Fanete Costa

 

Hoje eu aprendi uma lição importante

Que eu nunca havia aprendido nada antes
 

                                                            

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