Filme triste


 

Deixei-me ficar...
Olhos fechados, aquele aperto no peito
Sentindo as lagrimas chegarem de mansinho...
Só queria ficar ali, assim...
Não acreditava no sonho desfeito
Não, daquele jeito.
Um jeito frio... Sabe, daquele jeito sem jeito?

 

Deixei-me ficar sim, assim...
Sofrendo e em busca de razões
Algo assim, que fizesse sentido.
E como em um filme distante
Imagens, cenas, momentos, situações,
Uma a uma deixando a telinha passar
Sim, e o pensamento... Esse a vagar.

 

Deixei-me continuar assim...
Relembrando amargas palavras por você ditas
Eram secas, frias, cruéis,
Perfurando como uma adaga afiada.
Mais uma lágrima, mais aquele aperto no peito.
Porem continuei a pensar e repensar.
Ninguém me entende!
Dele eu só ouvia coisas bonitas!

 

Deixei-me ficar lá, largada...
No cérebro, ainda aquele eco.
Acusações, mágoas, tristezas.
Me atribuía culpas  pelos desenganos teus
Sem piedade não me ouvia
Ferindo esquecendo-se dos sentimentos meus.

 

Deixei-me a pensar assim:
Meu ídolo era de barro.
Minha fortaleza, frágil como um cristal.
O amor que sempre juravas sentir,
Esse, não passou de boato, nunca foi um fato,
Jamais real.

 

Escuta, olha pra mim...
Você foi um excelente ator
Digno do Oscar do ano.
Mas não precisava causar tanto mal
Estilhaçando todo e qualquer sonho
Dessa coadjuvante leal.

Fanete Costa

 

                                                          

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