Inocência perdida
 

São tantas as experiências vividas
Com os sim’s e os não’s ditados pela vida
Gritamos aos quatro ventos, dessa vida sou doutora
Nem vem, não me pegará mais desprevenida!
Vamos adquirindo uma fria clareza
Que muitos confundem como Fortaleza
E vamos nos armando com essa suposta sabedoria
Perdendo a noção de como vamos caminhando sozinhos
Perdendo assim, a espontaneidade e a leveza.
Olhamos em volta e nos sentimos sozinhos
Por nossa própria conta nos fizemos ilhados
Mesmo que tenhamos um mundo a nossa volta
Resta-nos apenas aquele sorriso triste e amargo.
Mas não nos sintamos orgulhosos desse feito
Vivencia? Armaduras? Muros? Experiência?
Isso implica em perdas de tantas coisas
Quando adquirimos essa sábia consciência!
Vamos deixando  para trás o sorriso expansivo
A pureza e credibilidade no olhar
E vai-se alimentando a racionalidade
Sem aquela antiga e tão admirada coragem
Sem sonhos, sem alegria, sem magia
Tornando-nos reféns da nossa própria sabedoria
Que nada mais é do que o temor de viver.
E não tendo mais a quem pedir clemência
Para reaver a tão crédula inocência
Só nos resta reverter à partida
A vida pode ser sofrida e muito dolorida
Mas o que é feito da sabedoria?
Tiremos proveito dessa realidade!
Seguremos a mão que a nós está estendida
Enquanto esse coração bater
Sempre haverá de restar uma saída. 

Na vida temos perdas e ganhos; posso perder,
Mas já me sinto vitoriosa por não me negar a viver 
 


Fanete Costa

                                                                             

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