O destino a nos dar e tomar


 

Mesmo percebendo a tempestade que se aproximava
Tentava driblar a dor intensa que meu peito dilacerava
Seguia normalmente o meu caminho e a tudo ignorava
Mas sabia que em alguma curva a decisão me esperava


Tudo tão natural quando falavas que logo sozinho partiria
Que nada repliquei e parei sem coragem de seus olhos fitar
Levantei aos tropeços a falar desconexo sem saber o que dizia
Ao preencher assim os espaços que o impedisse de continuar


Era cruel perceber que nem percebias o medo e minha agonia!
Por todo o tempo eu d’ela sabia, mas não deixei você perceber
A luta fora cruel, inútil, mas persisti e nada me fazia desistir
Aprendi que não se perde apenas quando fazemos por merecer


Ao ver que partias apenas dizendo; bom, eu estou saindo,
Repliquei; como? E eu? Não pensas nem um pouco em mim?
Titubeante mas sem olhar para trás você apenas respondeu:
Não desconheço o que poderá acontecer comigo ou com você
É inevitável que seja assim, nós dois sabermos que é o fim


Sim, ainda acreditava existirem pessoas insubstituíveis
De longe eu acompanhava o desenrolar da sua nova vida
Curioso não pensarmos em nós quando o outro se vai
Não é masoquismo, o amor acaba por nos guiar à revelia
A dor até suaviza, mas a historia jamais será substituída


Difícil seria conjecturar o desenlace da minha vida ou da sua
Do amor que sentíamos, o seu acabara, só o meu continuava
Novas conquistas, novos amigos, até novos amores surgiriam
Mas cada amor é único e nada ou ninguém me faria esquecer
O destino?  Ah... Esse sentenciara e de longe só observava


E por tanto amar acreditava que:
Se um dia o destino me batera a porta me trazendo o amor
Estava no direito dele levá-lo, mas meu amor era tão forte
Eu tinha certeza que ele não me abandonaria à própria sorte
Percebi a semente brotando e logo o botão se abriria em flor
Trazendo-o de volta e calaria a minha dor

 
Fanete Costa
 

                                                                           
 

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